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Noiva em luta

Se você, assim como eu, vive no universo paralelo das pessoas sem facebook e só vê notícias uma vez por mês, vou te contar algo surpreendente: algo muito grande está acontecendo no Brasil nos últimos dias. Pessoas com mais vivência dizem que há décadas nao viam tantas pessoas protestando nas ruas do país. As multidões que invadiram o Congresso Nacional ou que marcharam pelas principais avenidas de São Paulo estampam capas dos principais jornais do mundo.

Ok… Provavelmente você não é tão alienado quanto eu e já sabia disso. Existem centenas (quiçá milhares) de outros textos na internet noticiando e comentando esses fatos. Não pretendo ser repetitivo nesse aspecto, embora recomende a leitura de mais de uma opinião sobre os fatos. E foi justamente enquanto lia a coluna de um “senhor sabe-tudo” daquela famosa revista semanal que me senti compelido a escrever esse texto. Apesar de discordar das críticas que o “especialista” fazia a essa série de manifestações “anárquicas e sem objetivo”, me dei conta de como um mesmo fato desperta reações distintas em cada pessoa.

Até aí, nada novo. A questão que passa pela minha cabeça enquanto assisto (e porque não, participo) das cenas do que parecem ser futuras páginas dos livros de História do Brasil é: O que a Igreja de Cristo tem a ver com isso? Nada?

Infelizmente acredito que muitas lideranças evangélicas desse país tenham optado por essa resposta fácil e escapista. Afinal, o Estado é laico, certo? E essa é uma manifestação política (lato sensu) apartidária. A Igreja não tem e nem deve ter nada a ver com manifestações dessa natureza. Certo?

Em seu livro “A Missão Cristã no Mundo Moderno”, John Stott relembra que, como Igreja, somos enviados ao Mundo da mesma forma como o Pai enviou o Filho (Jo.17:18/20:21). Jesus desenvolveu seu ministério pregando as boas novas do Reino e curando as enfermidades e doenças do povo (Mt.4:23) e as multidões viam relevância e se maravilhavam com seu ensino porque Ele ensinava com autoridade (Mt.7:28-29).

Não é de hoje que a Igreja Evangélica Brasileira tem perdido parte de sua autoridade e encontrado dificuldades para mostrar-se relevante diante de uma sociedade corrompida pelo pecado. Seria cômico se não fosse trágico. Crescemos em número, mas diminuímos em expressividade e relevância. Tornamo-nos o motivo da piada, ao invés de sermos aqueles que levam as boas novas do Reino e curam as enfermidades do povo (cientes de que a pior doença que combatemos é o pecado).

Uma hashtag bastante usada nesses dias de protesto dizia que “o gigante acordou”. Creio que também está na hora dessa gigante “nação evangélica” acordar. Hora de tomar o exemplo daqueles que lutam por uma coroa que perece e lutarmos por aquilo pelo que Cristo lutou. Precisamos de escolas melhores? Sim. De hospitais de qualidade? Também. Mas o que nosso país realmente precisa é ter Jesus reinando como Senhor da nação. Essa é nossa missão. É por isso que devemos lutar.

É hora da noiva ir à luta.

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